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A partir de 2026, empresas brasileiras passam a conviver com um novo desafio operacional: o correto preenchimento dos campos de CBS e IBS nos documentos fiscais eletrônicos. Embora a transição da Reforma Tributária ainda esteja em curso, o erro mais comum já começou a aparecer antes mesmo da cobrança integral dos novos tributos: tratar esses campos como meramente informativos.
No entanto, CBS e IBS não funcionam como os antigos PIS, Cofins, ICMS e ISS. Ao contrário, eles integram um modelo baseado em crédito financeiro amplo, rastreabilidade total e fiscalização digital contínua. Por isso, a forma de preencher notas fiscais e obrigações acessórias mudou estruturalmente.
Para empresários, gestores financeiros e contadores, compreender como preencher corretamente CBS e IBS deixou de ser detalhe técnico e passou a ser fator direto de risco fiscal e impacto no caixa.
Os campos de CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) passam a integrar os documentos fiscais eletrônicos durante a fase de transição da Reforma Tributária.
Segundo orientações da Receita Federal e dos grupos técnicos da Reforma, esses campos cumprem três funções principais:
identificar a base de cálculo da operação
indicar a alíquota aplicável
permitir o rastreamento de créditos e débitos ao longo da cadeia
Além disso, como explicou um analista fiscal envolvido nos testes da Plataforma da Reforma, “o preenchimento correto é o que garante que o crédito exista para quem compra e que o débito seja reconhecido corretamente para quem vende”. Portanto, mesmo quando a alíquota efetiva ainda for reduzida, o dado já entra nos cruzamentos eletrônicos e passa a compor o histórico fiscal da empresa.
A exigência dos novos campos ocorre principalmente nos seguintes documentos:
NF-e (modelo 55)
NFC-e (modelo 65)
NFS-e, conforme padrão nacional
Consequentemente, cada documento passa a conter campos específicos para destaque da CBS e do IBS, inclusive durante a convivência com o sistema anterior. Assim, o contribuinte precisa garantir que o ERP esteja corretamente parametrizado, pois qualquer inconsistência nasce no momento da emissão.
A CBS substitui PIS e Cofins e adota a lógica do crédito financeiro amplo. Dessa forma, o direito ao crédito não depende mais da natureza da despesa, mas da existência de operação tributada válida.
Na prática, o preenchimento exige atenção a três pontos fundamentais:
base de cálculo real da operação
alíquota aplicável conforme enquadramento
identificação correta da natureza da operação
Além disso, empresas que apenas replicam a lógica antiga de PIS e Cofins tendem a gerar inconsistências imediatas. Como comentou um consultor da Expert Assessoria, “a CBS não aceita improviso. Ou o dado nasce certo, ou o crédito morre na origem”.
Portanto, revisar cadastros e parametrizações tornou-se medida preventiva indispensável.
O IBS substitui ICMS e ISS e altera a lógica federativa do imposto, que passa a pertencer ao destino. Assim, o preenchimento exige atenção redobrada ao local correto da operação.
Para evitar glosa futura de crédito, a empresa deve conferir:
local de consumo ou destino
natureza da operação (mercadoria ou serviço)
vinculação ao cadastro nacional do contribuinte
Além disso, um erro simples de localização pode impedir que o cliente aproveite o crédito. Consequentemente, o problema deixa de ser apenas interno e passa a afetar a relação comercial.
Mesmo antes da cobrança integral, alguns padrões de erro já se repetem. Entre eles:
preenchimento automático sem validação
uso de códigos genéricos
cadastros desatualizados de produtos e serviços
parametrização baseada no modelo antigo
Além disso, como explicou um auditor fiscal em evento técnico recente, “o sistema aprende o comportamento do contribuinte antes mesmo de autuar”. Ou seja, inconsistências recorrentes criam histórico de risco.
Durante a fase inicial, a Receita indicou caráter educativo. Contudo, isso não significa ausência de consequência.
O risco, na verdade, está em efeitos posteriores, como:
glosa de créditos
questionamentos retroativos
ajustes com impacto financeiro acumulado
Portanto, quem erra agora pode pagar depois. E, em muitos casos, paga mais do que imagina.
Com CBS e IBS, a contabilidade assume papel estratégico na governança fiscal. Em vez de atuar apenas no fechamento, ela passa a garantir qualidade da informação desde a emissão.
Assim, o contador precisa:
revisar parametrizações do sistema
validar cadastros
alinhar fiscal, contábil e financeiro
orientar decisões antes da emissão da nota
Como costuma dizer um especialista em governança tributária, “o imposto não nasce no fechamento, nasce na emissão”. Esse raciocínio muda completamente a dinâmica interna das empresas.
Empresas que se antecipam adotam medidas concretas. Entre elas:
revisão completa de cadastros
testes de emissão assistida
treinamento das equipes
validação contábil prévia
Além disso, a integração entre áreas se torna essencial. Quando fiscal, contábil e financeiro falam a mesma língua, o risco diminui consideravelmente.
Os campos de CBS e IBS não são apenas novos espaços no layout da nota fiscal. Eles definem crédito, risco e previsibilidade financeira. Portanto, tratá-los como formalidade operacional é um erro estratégico.
Empresas que estruturam corretamente o preenchimento desde 2026 constroem histórico positivo, reduzem risco e protegem o caixa. Por outro lado, aquelas que mantêm práticas antigas acumulam inconsistências silenciosas.
A Expert Assessoria apoia empresas na adaptação prática à Reforma Tributária, com foco em parametrização correta, governança fiscal e redução de risco. Se sua empresa ainda não revisou como está preenchendo CBS e IBS, agir agora é mais seguro do que corrigir depois.

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