
Aumento de 10% para atacadistas está em vigor
No final de 2016, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a Lei n° 5.784, que reduz em 10% o valor do incentivo ou benefício fiscal do ICMS.

Durante muitos anos, o atacado tratou o Lucro Presumido como escolha padrão. Ele simplificou apuração e, além disso, deu previsibilidade de caixa em vários cenários. Em 2026, porém, o contexto muda. A empresa convive com transição no consumo, mais rastreabilidade e decisões societárias mais sensíveis. Por isso, o que antes parecia “confortável” pode virar custo escondido.
A pergunta certa não é “qual regime é melhor no papel”. Em vez disso, a pergunta vira prática: o Lucro Presumido ainda sustenta a sua margem e o seu capital de giro em 2026?
2026 inaugura um ciclo novo. Ao mesmo tempo, o país inicia rotinas e obrigações ligadas a IBS e CBS. Além disso, a Receita passou a orientar procedimentos e esclarecimentos sobre tributação de lucros e dividendos em 2026. Assim, o atacadista enfrenta mais frentes de risco no mesmo ano. (gov.br) (gov.br)
No atacado, a margem costuma ser fina. Além disso, o estoque consome caixa. Portanto, qualquer imposto “descolado” da realidade pesa rápido.
No Lucro Presumido, a empresa calcula IRPJ e CSLL sobre uma margem definida em lei, e não sobre o lucro real. Em atividades comerciais, guias técnicos tratam percentuais clássicos de presunção, como 8% para IRPJ e 12% para CSLL sobre a receita bruta, com as alíquotas aplicáveis e adicional quando cabível. (portaltributario.com.br)
Esse modelo funciona bem quando a margem real supera a presunção. Ele também funciona quando a operação é simples e estável. Contudo, ele cobra “por presunção” mesmo quando a margem cai.
Nem sempre.
Quando a margem real fica abaixo da presunção, a empresa paga imposto como se lucrasse mais. Além disso, o atacado costuma financiar estoque. Portanto, imposto a maior vira falta de caixa. Em seguida, a empresa busca crédito. Consequentemente, ela paga juros para cobrir um custo tributário que nasceu de um regime mal aderente.
Aqui vai uma leitura bem comum em controladoria: o Lucro Presumido não quebra a empresa sozinho. Porém, ele acelera sangria quando a margem aperta.
Ela entra como camada de governança.
A Receita publicou material de perguntas e respostas para esclarecer pontos sobre a tributação de altas rendas, incluindo considerações sobre lucros e dividendos a partir de 2026. Assim, a empresa precisa alinhar contábil, societário e financeiro com mais disciplina. (gov.br) Além disso, análises setoriais destacaram regras e impactos do novo desenho. (jornalcontabil.ig.com.br)
No Lucro Presumido, o lucro contábil nem sempre “conversa” com o lucro presumido. Por isso, a empresa precisa cuidar do uso do lucro com mais método. Caso contrário, ela cria ruído e paga mais do que deveria.
Ela muda a rotina e o padrão de dados.
Em 2026, a empresa convive com obrigações acessórias e adaptação gradual do novo modelo. A Receita e o Comitê Gestor publicaram regras para o início de 2026. Assim, o fiscal passa a cobrar consistência e rastreabilidade desde já. (gov.br)
Isso não “transforma” o Lucro Presumido em errado. Porém, ele exige mais controle de dados. E controle custa tempo e processo.
Ele ainda faz sentido quando a empresa mantém margem real acima da presunção e controla custos. Ele também funciona quando o negócio tem mix simples e pouca variação. Além disso, ele ajuda quando a gestão quer previsibilidade e já acompanha o regime mensalmente.
O erro aparece quando a empresa mantém o regime por hábito. Em 2026, hábito custa caro.
O Lucro Real costuma ganhar vantagem quando a margem aperta ou oscila. Ele também ajuda quando o custo financeiro pesa. Além disso, ele favorece empresas com controle contábil bom e gestão por centro de resultado.
O Sebrae mantém material de simulação e comparação de regimes, o que reforça a lógica de decidir com número. (eadlms.sebrae.com.br)
| Critério | Lucro Presumido | Lucro Real | O que pesa mais em 2026 |
|---|---|---|---|
| Sensibilidade à margem | Baixa: cobra pela presunção | Alta: acompanha o resultado | Margem apertada favorece Real |
| Previsibilidade de caixa | Maior, porém pode enganar | Menor, mas mais fiel | Caixa precisa de número “real” |
| Custo financeiro | Pode aumentar por imposto a maior | Pode aliviar quando margem cai | Juros altos amplificam erro |
| Risco societário | Exige cuidado com lucro contábil | Exige cuidado, mas dá mais leitura | Decisão de lucro virou tema |
| Complexidade | Menor | Maior | Complexidade pode virar proteção |
O Lucro Presumido no atacado em 2026 ainda pode funcionar. Contudo, ele deixou de ser escolha automática. A transição do consumo e a nova disciplina sobre lucros e dividendos aumentam o custo do regime escolhido por inércia. Portanto, a empresa precisa simular, comparar e revisar durante o ano, não só em janeiro. (gov.br)
Se você não consegue responder sua margem real média e seu custo financeiro mensal, então você ainda não escolheu regime. Você só repetiu o passado.
A Expert Assessoria pode simular Presumido x Real com base na sua margem, no seu giro e no seu caixa. Assim, você decide com evidência e reduz custo silencioso.

No final de 2016, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a Lei n° 5.784, que reduz em 10% o valor do incentivo ou benefício fiscal do ICMS.

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